Quando Deus Parece Calado (Parte I)

Por: Paul Golden

“Atenda, atenda!”, você grita ao telefone enquanto a pessoa que você ama está caída inconsciente no chão. Você já ligou freneticamente para a emergência.

O telefone chama e chama, mas ninguém responde. “Quanto tempo, Deus, quanto tempo vai demorar até que eles respondam à minha chamada?” Nada.
Imagine seu desespero. Segundos transformam-se em minutos, mas ainda não há nenhuma resposta do atendente da emergência. Você está clamando por socorro, mas recebe apenas silêncio em troca.
Você já clamou a Deus e não recebeu nenhuma resposta? Você já se sentiu como se Deus estivesse surdo para você? O rei Davi de Israel sentiu-se assim. No Salmo 13, Davi registrou sua intensa frustração com o silêncio de Deus durante um tempo de profunda necessidade. Ali ele nos deu o exemplo de oração para seguirmos quando nos sentirmos como ele se sentiu.
É interessante que Davi não nos fornece os motivos específicos de seu chamado de emergência a Deus. Portanto, não sabemos se foi causado por enfermidade ou outra forma de dificuldade. O que sabemos é que a falta de reposta de Deus foi agonizante. Um escritor comentou: “O próprio tempo se torna uma força destrutiva, esgotando a capacidade do homem de se suster e intensificando o sofrimento em um nível desumano”.

O Lamento

O Salmo 13 é um lamento individual, “um gênero de salmo no qual o falante do poema define uma crise e invoca a Deus para pedir por socorro”. Ele “termina com uma nota de esperança e confiança”. Davi colocava sua confiança em Deus com respeito ao seu pedido, e o salmo enfatiza, cândida e sinceramente, a reação tripla de Davi à falta de resposta de Deus. Primeiro, Davi revelou seu problema – que passara a ser a falta de resposta do próprio Deus.
“Até quando, Senhor? Esquecer-te-ás de mim para sempre? Até quando ocultarás de mim o rosto? Até quando estarei eu relutando dentro de minha alma, com tristeza no coração cada dia? Até quando se erguerá contra mim o meu inimigo?” (Sl 13.1-2).
Davi implorou a Deus quatro vezes, perguntando: “Até quando?” Você pode perceber a intensidade da emoção nas perguntas retóricas de Davi. Ele se sentia ignorado e esquecido por Deus – alienado, sozinho com seus pensamentos. Como aquele que chama a emergência. Davi estava profundamente angustiado.
Ele, então, verbalizou seu tumulto interior à medida que lutava com seu problema que parecia não terminar e que o cercava por todos os lados. As emoções francas de Davi podem ser desconfortáveis para alguns leitores. Entretanto, como observaram Kenneth Baker e Waylon Bailey:
Deus é amigo do que duvida honestamente, que ousa conversar com Ele em vez de falar sobre Ele. A oração que inclui um elemento de questionamento a Deus pode ser um meio de aumentar a fé daquela pessoa nEle. Expressar dúvidas e clamar sobre situações injustas no universo mostram a confiança que a pessoa tem em Deus de que Ele deveria ter uma resposta para os problemas insolúveis da sociedade.
Quando você se defrontar com suas próprias frustrações com Deus, confie nEle – como Davi – expressando sua luta e angústia.

Continua...

Fonte: Chamada.com

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