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O Poder da Oração Coletiva (Parte 4)


Motivação de oração
    O sexto mito é que o fato de orar faz com que minha motivação seja pura. Uma das questões que Jesus abordou no Sermão do Monte, em relação aos fariseus, foi mostrar justamente que a motivação na oração nem sempre é pura. É muito fácil ficar envolvido na religiosidade daquilo que estamos fazendo e fazer tudo certo, mas com motivação errada.

    A verdade é que precisamos descobrir e abraçar a motivação pura e efetiva da oração.
    Às vezes, oramos por causa de um sentimento de culpa. Sentimo-nos culpados se não orarmos. Outras vezes, oramos para obter aprovação. Achamos que se orarmos mais, teremos uma imagem de bom líder ou bom membro de igreja. Era por isso que os fariseus oravam, para conseguir aprovação, para serem vistos pelos homens.
    Às vezes, oramos pelo crescimento da igreja. Um pastor pode raciocinar: “Se eu orar, Deus me abençoará. E se ele me abençoar, a igreja também será abençoada e crescerá. E se a minha igreja crescer, os outros me reconhecerão e eu me sentirei bem comigo mesmo”.
    Um dos meus mentores, Peter Lord, me fez esta pergunta certa vez: “Se Deus lhe prometesse duas coisas: 1) que você iria para o céu quando morresse, mas 2) que ele nunca mais o usaria no ministério – será que você continuaria orando?”
    Estou pedindo que Deus me use para minha própria satisfação? Por mais que a multiplicação de membros na igreja seja um objetivo válido, Deus não vai reduzir algo tão sagrado quanto à oração a uma nova estratégia de crescimento, movida pelo egoísmo.
    Talvez nossa motivação seja buscar um avivamento. Porém, mesmo assim, devemos lembrar que existe grande diferença entre buscar um avivamento de Deus e buscar Deus por um avivamento. Pode ser que desejemos todos os benefícios e a empolgação de um avivamento, mas será que realmente estamos buscando a Deus?
    Só existe uma verdadeira e efetiva motivação para orar: que Deus é digno de todo e qualquer esforço para buscá-lo. Essa é a base da oração que procede da adoração e não de fazer pedidos. Se sua atitude fundamental é pedir, sua motivação passará por altos e baixos, de acordo com a percepção de necessidades ou crises.
    Porém, quem ora com base na adoração não sofre tais flutuações porque está fundamentado na realidade da Palavra de Deus e de quem Deus realmente é. Oração gerada por adoração é o único tipo de oração que permanece para sempre. Quando estivermos no Reino eterno, não oraremos mais pelos enfermos, pelos perdidos ou por missionários, ainda que sejam orações importantes agora. Pelo contrário, estaremos dizendo: “Digno é o Cordeiro que foi morto!” (Ap 5.12).
    Deus é digno de ser procurado, e nosso objetivo deve ser buscar sua face, e não apenas suas mãos. A mão representa o que ele faz; a face representa quem ele é. Se buscarmos sua mão, podemos perder sua face. Contudo, se buscarmos sua face, ele terá todo o prazer em estender a mão. “Quando tu disseste: Buscai o meu rosto, o meu coração te disse a ti: O teu rosto, Senhor, buscarei” (Sl 27.8).

Por: Daniel Henderson

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