O Deserto Sagrado (Parte Final)

Por: Bill Lawrence

Um zigue-zague

Nos movemos no deserto em um zigue-zague de luta, confusão e incerteza. Por que continuamos voltando ao mesmo lugar infrutífero? Já não estivemos aqui antes? Por que precisamos voltar?

Como esse zigue-zague pode ser a distância mais curta entre onde estamos e aonde queremos ir? Deus não sabe que está desperdiçando nosso tempo nos levando de volta aos mesmos buracos secos vez após vez? Se Ele consegue controlar o universo, por que não pode controlar a nossa vida de forma mais eficiente? Por que não nos dá pessoas que estão motivadas como nós, que querem ir aonde queremos ir, que se importam tanto quanto nós?
Quando finalmente saímos do deserto e olhamos para o rastro em zigue-zague atrás de nós, percebemos que essa realmente era a rota mais rápida que Deus poderia ter escolhido para nossas vidas – na verdade, a única rota pela qual poderia nos levar. Como no caso dos filhos de Israel, o problema não está em Deus, mas em nós. Se tivéssemos confiado Nele mais prontamente, Ele teria agido mais rapidamente. Imagine o quão rapidamente Deus poderia ter levado o povo de Israel para a Terra Prometida se tivessem confiado Nele. Teriam chegado lá em dois anos, não em quarenta. Aqui está o que precisamos perceber: Deus nos tira do deserto o mais rápido possível, mas nunca antes de estarmos prontos para seguir em frente. Pode ser por isso que alguns de nós nunca chegamos a ser frutíferos.
Deus tem um plano e um propósito ao nos trazer para essa terra devastada e aparentemente inútil, que é transformar nossos corações para que Ele possa gerar frutos através das nossas mãos. Uma vez que tenhamos aprendido isso, podemos voltar para o deserto com expectativa quando Deus nos impelir. Só é possível enfrentar as areias escaldantes da santidade de Deus de pés descalços, mas Deus está lá para nos confortar, nos curar e nos enviar adiante mais sadios do que antes.
O deserto é uma realidade da vida da qual não podemos fugir – um lugar estéril e desolado que revela nossa futilidade. Somos impelidos a entrar nele para sermos testados, tentados e aprovados para nos tornarmos líderes aptos diante de Deus; líderes totalmente entregues, que passaram pela escola de polimento de Deus, o deserto onde Ele tem Sua clínica de cardiologia e transforma nossos corações de pedra em corações de carne.


Fonte: Chamada.com

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