Perseguição aos cristãos ao redor do mundo gera preocupação

A perseguição aos cristãos foi o tema de discurso de várias pessoas importantes em 2014.
"Tenho assistido com uma grande tristeza as situações dramáticas dos cristãos em diferentes partes do mundo, onde são perseguidos e mortos por causa de sua fé", declarou Jorge Bergoglio ao final da audiência geral na Praça de São Pedro.
O P. Francisco denunciou recentemente a continuação da "violência sem sentido" e as "situações dramáticas" dos cristãos em várias partes do mundo, pedindo "uma mobilização das consciências" dos políticos em todos os níveis.  O príncipe Charles – sucessor da rainha Elizabeth II – também afirmou recentemente que tem orado com fervor em favor dos cristãos perseguidos.
"Sinto a necessidade de expressar a minha proximidade espiritual profunda com as comunidades cristãs duramente atingidas pela violência sem sentido que parece não ter fim", continuou o P. Francisco em seu discurso.
Ele, então, pediu "uma ampla mobilização das consciências" daqueles "que têm responsabilidades a nível local e internacional, e a todas as pessoas de boa vontade."
Recentemente, o assassinato de um casal cristão queimado por "blasfêmia" por uma multidão no Paquistão comoveu profundamente a comunidade internacional.
Os cristãos "têm o direito de regressar ao seu próprio país em segurança e serenidade, e professar livremente a sua fé", insistiu o Papa.
Em um relatório bienal, a organização católica internacional Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), afirmou recentemente que "os cristãos são a minoria religiosa mais perseguida, em parte por causa de sua grande dispersão geográfica e número relativamente elevado".
O relatório desta fundação internacional de direito pontifício fala sobre todas as religiões e salienta que a liberdade religiosa sofreu um "grave declínio" entre 2012 e 2014, com obstáculos constatados em 81 países e uma deterioração em 55 outros.
O Iraque, por exemplo, é apontado como o país onde os cristãos têm de fugir por causa do avanço do grupo Estado Islâmico (EI), e também a Nigéria, com os abusos do grupo islâmico Boko Haram.

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